Conceitos de Carga de Treinamento
A carga de treinamento é o primeiro passo para entender a complexidade do treinamento físico. Com certeza, estes conceitos facilitarão a organização dos treinos para o desenvolvimento das capacidades físicas, assim como, a estruturação de sua periodização. Os níveis baixos de capacidade funcional pós-atividade e sua posterior recuperação são determinados pelos estímulos que se aplicam durante o processo de treinamento. Durante o exercício, os estímulos utilizados determinam a carga de trabalho à que se submete o praticante. A causa que provoca as alterações de adaptação no organismo do desportista é chamada de carga de treino (Zakharov, 1992).
Carga de treinamento segundo Manso et al (1996), é o resultado da relação da quantidade de trabalho (volume) com seu aspecto qualitativo (intensidade). Para De La Rosa e Farto (2007), a carga de treinamento é a relação inversa entre o potencial de treinamento e a condição do atleta. Em outras palavras, é a relação funcional de adaptação que exerce o potencial de treinamento, que gera efeitos do mesmo e condiciona um determinado nível de preparação esportiva. Navarro (2000), define potencial de treinamento como “o processo de confronto do atleta com as exigências que lhes são apresentadas durante o treinamento no sentido amplo, com objetivo de otimizar o rendimento esportivo”. Define carga de treinamento como “a soma dos estímulos efetuados sobre o organismo do atleta, podendo diferenciar-se entre carga interna e externa”. A carga externa é tarefa a ser cumprida pelo atleta e está associada ao volume e intensidade, enquanto a carga interna é o conjunto reação biológica dos sistemas orgânicos que pode ser refletida mediante parâmetros fisiológicos ou bioquímicos.
Com a organização do processo de treinamento, busca-se uma cadência biológica de causa-efeito, devendo ser coordenada e controlada por algumas normas que regem as relações entre carga, adaptação e elevação de rendimento, podendo ser resumidas do seguinte modo:
1a Norma - Os processos de adaptação manifestam-se apenas quando o treinamento alcança uma intensidade ótima, dependendo do nível individual de rendimento e de um volume mínimo.
2a Norma - O processo de adaptação é o resultado de um correto equilíbrio entre trabalho e recuperação.
3a Norma - A utilização de métodos de treinamento de caráter não-específicos poderá se verificar somente em atletas jovens, pois só assim pode-se obter uma rápida adaptação em um nível de rendimento muito bom.
4a Norma - O processo de adaptação não só permite a obtenção de melhores resultados, mas também pode ser igualmente extensivo à tolerância física e psicológica da carga.
5a Norma - Todo organismo humano, ao ajustar-se às exigências do meio ambiente, podem ter suas adaptações diminuídas decorrente da carga que recebem.
6a Norma - A adaptação do organismo ocorre sempre na direção proposta pela estrutura da carga.
Frente às normas estabelecidas, é necessário considerar as dimensões que a definição da carga exige e que em seu conjunto são responsáveis pela melhora da capacidade de rendimento. Estas dimensões podem ser analisadas pela estrutura da carga de treino (natureza - especificidade e potencial de treinamento, componentes - intensidade, duração, volume, e densidade, orientação - seletiva e complexa, e organização - seletiva e complexa).
Referências Bibliográficas
DE LA ROSA, AF; FARTO, H. Treinamento Desportivo: do ortodoxo ao contemporâneo. São Paulo. Phorte, 2007.
MANSO, MG; VALDIVIESO, NM; CABALLERO, JAR. Planificación del Entreinamiento Deportivo. Madri. Gymnos, 1996.
ZAKHAROV, A. Ciência do Treinamento Desportivo. Rio de Janeiro. Palestra, 1992. Conceitos de Carga de Treinamento.









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Edson, obrigado pelo contato. Bons estudos! Abraço,
Artur